COLUNAS CONGREGACIONAIS

Aqui, você conhecera um pouco da vida de homens e mulheres que nas mãos de Deus, foram verdadeiras colunas para o Congregacionalismo mundial e brasileiro.
REV. JOÃO MANOEL GONÇALVES DOS SANTOS
1º Ministro Evangélico Brasileiro

Nasceu na cidade do Rio de Janeiro, no dia 7 de Agosto de 1842. Era filho legítimo do Sr. Manoel Gonçalves dos Santos e de D. Clara Gonçalves dos Santos. Seus pais faleceram em 1852, deixando dois filhos menores - João Manoel e Henriqueta. Como não tinham parentes próximos, foram entregues à tutela de um senhor designado pelo Juiz que funcionou nos autos de inventário de seus progenitores. Esse tutor, entretanto, não os tratava com o devido carinho. Quando completou maioridade, João Manoel requereu a tutela de sua irmã Henriqueta, o que lhe foi deferido.
No dia 11 de Julho de 1858, foi organizada solenemente a Igreja Evangélica, do Bairro da Saúde, tendo sido João Manoel Gançalves dos Santos testemunha ocular de tal acontecimento. Nesse dia, foi batizado o Sr. Pedro Nolasco de Andrade, primeiro brasileiro que recebeu a água batismal, depois de haver publicamente confessado o nome de Cristo.
Santos continuava a examinar as Escrituras. No dia 9 de Janeiro de 1859,foi submetido, com outra pessoa, o Sr. Felipe Néri, a rigoroso exame feito pelo Dr. Kalley, que depois, os julgou em condições de se tornarem membros da Igreja Evangélica Fluminense. Nesse mesmo dia, na Rua do Propósito, 52 hoje 64 e 66 foram ambos os candidatos batizados pelo Dr. Kalley. Santos foi, portanto o segundo brasileiro batizado.
Em 9 de Agosto de 1872, Santos seguiu para a Grã Bretanha, onde foi preparar-se para o ministério no Colégio de Pastores, fundado e dirigido por Charles Spurgeon. Em fins de 1875, regressa ao Brasil e é eleito co-pastor da Igreja Evangélica Fluminense em 31 de Dezembro desse ano, sendo consagrado ministro evangélico no dia seguinte, 1º de Janeiro de 1876, pelo Dr. Kalley.
No dia 9 de Agosto de 1877, casou-se com D. Filomena Araújo dos Santos. Esta faleceu em 8 de Julho de 1885.
A pedido do Dr. Kalley, a Sociedade Bíblica Britânica e Estrangeira abriu uma Agência no Rio de Janeiro e entregou sua direção ao Rev. Richard Holden, que exerceu o co-pastorado da Igreja Evangélica Fluminense, de 3 de Março de 1863 a 2 de Janeiro de 1872. Essa agência, porém não estava se desenvolvendo como era de esperar, razão pela qual a matriz de Londres resolveu fechá-la. O Dr. Kalley se opõe ao fechamento e entra em entendimentos com os seus diretores. Estes atendem o seu apelo resolvendo continuar a manter a a referida agência. Em 1º de Março de 1879, por indicação do mesmo Dr. Kalley, é nomeado o Rev. João dos Santos para dirigi-la.
Para melhor desenvolver o a seu cargo, o Rev. Santos escreve a Londres, pedindo licença para vender também, por sua conta tratados religiosos, que lhe foi concedida. Dessa data até 31/12/1901, quando resignou e foi substituído pelo Rev. Frank Uttley, fez circular 413.946 volumes, sendo 54.066 Bíblias, 111.956 Novos Testamentos e 247.924 evangelhos. A Diretoria de Londres pediu que Rev. Santos ficasse por alguns anos como agente auxiliar. Foi durante o tempo em que trabalhou na Sociedade Bíblica Britânica e Estrangeira que o Rev. Santos visitou a maioria dos Estados do Brasil.
Em 31 de Dezembro de 1881, por determinação da Diretoria de Londres, foi recebido por Sua Majestade, o Imperador D. Pedro II, em audiência especial, a quem entregou um exemplar das Escrituras.
Quando surgiu entre os jovens Dr. Couto Esher e Sr. Braga Júnior a idéia da fundação de um jornal que viesse preencher a lacuna aberta com desaparecimento de "O Bíblia", o Rev. Santos aprovou-a e sugeriu o nome "O Cristão", que apareceu em Janeiro de 1892.
Foi um grande amigo da mocidade. Antes de Myron Lark vir ao Brasil, onde fundou a Associação Cristã de Moços, já o Rev. Santos, com vários jovens, trabalhava para que a idéia da referida fundação se tornasse uma realidade.
Em 17 de Setembro de 1889, casou-se, em segundas núpcias, com D. Leopoldina de Araújo. Dez anos mais tarde, esteve com ela em São Paulo, onde foi acometida, repentinamente, de uma congestão cerebral. O resto de sua vida foi uma constante luta. Alguns amigos aconselharam ao Rev. Santos a interná-la em alguma casa de saúde. Ele, porém, preferiu não abandoná-la, até que Deus a chamou no dia 4 de Abril de 1907.
Durante esses 8 anos, o Rev. Santos sofreu imensamente, mas nunca desanimou. Suas forças físicas, sim, é que ficaram bem abaladas. Um descanso era-lhe aconselhado. A igreja Evangélica Fluminense resolve conceder-lhe algum tempo de férias. O Rev. Alexander Telford, pastor da Igreja Evangélica Pernambucana, é convidado para substituir o Rev. Santos na Igreja Fluminense, o que ele aceitou.
De volta ao Brasil, esteve alguns dias em Pernambuco, onde visitou as igrejas mais próximas da capital pernambucana. Chegou ao Rio no dia 16 de Março de 1908. Aproveitando a estadia do Rev. Telford no Rio, visitou algumas cidade de São Paulo. Só em 20 de Maio é que reassumiu o pastorado da Igreja Evangélica Fluminense.
Em 4 de Junho de 1909, a Igreja Fluminense considerando a sua idade bastante avançada, pois já contava perto de 67 anos, resolveu dar-lhe um auxiliar, elegendo o Rev. Alexander Telford para o cargo de co-pastor. Em 21 de Abril de 1911, quando já quase septuagenário, a Igreja Fluminense, querendo dar-lhe um merecido descanso, resolveu elegê-lo seu pastor honorário e para o cargo de efetivo foi escolhido o Rev. Alexander Telford. O Rev. Santos, entretanto,não se conformou com tal resolução. Espalhou-se rumores de que ele deixaria a Igreja Fluminense e se filiaria a outra denominação. Imediatamente, o Rev. Santos publica uma nota em O Cristão, na qual disse: "Não me uni, nem pretendo me unir a outra Igreja Evangélica… Continuo em comunhão com a minha Igreja, na conservação dos mesmos princípios e convicções que nela recebi em 1859"… E o Rev. Santos também publica no mesmo Jornal uma nota enérgica, declarando sem fundamento a notícia propalada pelo jornal referido. Esse pequeno incidente, como não podia deixar de acontecer, teve o seu epílogo. O Cristão de 31 de Dezembro de 1914 publicou a seguinte nota: "É com a máxima satisfação que comunicamos aos nossos leitores que a questão entre o Rev. Santos e a Igreja Fluminense está terminada desde o dia 11 do corrente mês, em que a Igreja, quase unanimemente, resolveu tornar sem efeito o ato de 21 de Abril de 1911, que considera o Rev. Santos como pastor honorário." No seu número de 15 de Janeiro de 1915, o mesmo Jornal publica esta nota: "Rev. João dos Santos - Resignou solenemente, no domingo, 27 de Dezembro passado, por ocasião do culto da manhã, o cargo de pastor da Igreja Evangélica Fluminense, cargo que exerceu por 39 anos, o Rev. João dos Santos. Foi o mesmo irmão, em sessão de 1 do corrente mês da referida Igreja, eleito o seu pastor jubilado, honra essa aliás mais do que merecida".
Em 3 de Maio de 1914, esteve presente e assistiu a consagração do novo templo da Igreja Fluminense, sito à Rua Camerino 102. Fez ele a oração consagratória e presidiu a Ceia do Senhor.
De Novembro de 1918 a Maio de 1925, esteve quase cego, atacado de catarata nos 2 órgãos visuais. Mesmo assim, nunca deixou de pregar. Pedia a um irmão para ler as Sagradas Escrituras e fazia o resto do serviço. Em 21 de Maio de 1925, foi operado no Hospital Evangélico do Rio de Janeiro, conseguindo com a graça divina, recuperar a visão.
A Igreja Fluminense atendendo os grandes trabalhos que lhe prestara o Rev. Santos homenageou-o no dia 7 de Agosto de 1920, quando completava 78 anos de idade, inaugurando o seu retrato no gabinete pastoral, ao lado do Dr. Kalley.
Nos meses de Novembro e Dezembro de 1922 e Janeiro de 1923, durante o impedimento do Rev. Francisco de Souza que faleceu no dia 13 do último mês (Janeiro) o Rev. Santos esteve à frente da Igreja Fluminense, pregando e celebrando a Santa Ceia.
Em 1º de Janeiro de 1926, quando viu passar o jubileu de sua ordenação ao santo ministério, a Igreja Fluminense e um grande número de colegas e irmãos em Cristo, prestaram-lhe uma significativa homenagem, fazendo realizar um culto de ação de graças a Deus.
No dia 10 de Março de 1928, embora quase não pudesse andar, foi à Igreja do Encantado assistir o 25º aniversário de sua organização eclesiástica, de cuja solenidade foi presidente.
Depois de apresentar uma impressionante mensagem, despediu-se dos irmãos, dizendo que, dentro de poucos dias, ia se encontrar com irmãos que já descansavam na glória. O auditório inteiro chorava, diante das palavras do venerando pastor.
Ainda teve forças para assistir a 7ª Convenção Geral das igrejas congregacionais. No dia 20 de Maio, sob delírio geral, é o venerando Rev. Santos aclamado presidente honorário da então União Evangélica Congregacional do Brasil e Portugal.
O Rev. Santos era um conhecedor profundo das Escrituras. Seus sermões, altamente espirituais, eram muitíssimo apreciados. Publicou alguns folhetos, dentre os quais citamos - Uma morte feliz no Rio de Janeiro, O Batismo e a Circuncisão, O Dia Santificado, A Túnica de Cristo Esfrangalhada etc. Em O Cristão de Janeiro de 1892 a Setembro de 1928 encontra-se centenas de Estudos Bíblicos.
No dia 10 de Junho de 1928, com 86 anos de idade foi internado no Hospital Evangélico, onde, dez dias depois, entregou veio a falecer, após 69 anos como membro da Igreja Fluminense e 52 como ministro evangélico.

DAVID BRAINERD
UM ARAUTO AOS PELES VERMELHAS

“Declaro, agora, que estou morrendo, que não teria gasto minha vida de outro modo, ainda que em troca do mundo inteiro”.
Muito Breve foi a vida de David Brainerd (20/04/1718 – 05/10/1747). Foi levado à glória celestial com apenas 29 anos,quando ainda era noivo de Jerusa Edwards (filha do homem de Deus, Jônatas Edwards, autor do sermão "Pecadores nas Mãos de um Deus Irado" e que foi muito usado por Deus no reavivamento espiritual norte-americano do Século XVIII).
Converteu-se aos 20 anos e logo consagrou-se completamente ao SENHOR. Tinha verdadeira obsessão de servir a Deus e implorava para que o Senhor Jesus Cristo usasse a sua vida completamente para a honra e glória do SENHOR.
Dedicava grande parte de seu dia à oração e freqüentemente jejuava buscando mais intensamente a presença de Deus e poder para servi-lO. Como tinha o costume de anotar os fatos e pensamentos mais importantes do dia em seu diário, muitas coisas de sua vida, orações e lutas foram conhecidas, após a sua morte, através de seu diário. Jônatas Edwards, pai de sua noiva, foi usado por Deus para escrever sua biografia.
Depois de completar seus estudos teológicos, David Brainerd sentiu-se chamado por Deus para pregar entre os índios pele-vermelhas. Assim ele anotou em seu diário: "Preguei o sermão de despedida ontem à noite, Hoje, pela manhã, orei em quase todos os lugares por onde andei, e depois me despedi dos meus amigos e iniciei a viagem para o habitat dos índios".
David Brainerd conseguiu entrar nas aldeias dos índios e começou um grande trabalho evangelístico. Relata em seu diário: "Continuo a sentir-me angustiado. À tarde preguei ao povo, mas fiquei desanimado acerca do trabalho... receio que seja impossível alcançar estas almas. Retirei-me e derramei minha alma pedindo misericórdia, mas sem sentir alívio. Completo 25 anos de idade hoje. Dói-me a alma ao pensar que vivi tão pouco para glória de Deus..."
Certo dia Brainerd percebeu que toda a aldeia se preparava para uma festa de danças e orgias para os seus deuses. Ele, então, passou todo aquele dia e toda a noite em oração e jejum. Na manhã seguinte, cheio de convicção, confrontou os índios para que não realizassem o ritual. Os índios foram tocados por Deus e, não somente abandonaram os preparativos, como ouviram durante todo o dia a pregação do missionário. Está registrado em seu diário: "Preguei à multidão sobre Isaías 53:10, ‘Todavia, o Senhor agradou moê-lo...’
Muitos, dentre uma multidão de 3 a 4 mil, ficaram comovidos a ponto de haver grande pranto...".
Com muitas dificuldades e passando por várias provações e privações, David Brainerd pregou a dezenas de tribos americanas, apesar de seu corpo franzino e de sua pouca saúde. Perdeu-se muitas vezes nas florestas, onde passou todos os tipos de dificuldades, em pântanos, chuvas e temporais, intenso calor do verão e o terrível frio do inverno. Passou fome, dormiu ao relento e debilitou ainda mais seu corpo.
Sentiu que tinha uma decisão a fazer. Devido à sua saúde abalada e à tuberculose, David Brainerd sabia que tinha apenas mais um ou dois anos de vida. Restava-lhe casar com a noiva e aceitar um convite de uma igreja para ser pastor, ou voltar aos índios e gastar seus últimos anos como missionário. Assim confidenciou em seu diário este tempo de luta em oração: "Eis-me aqui, Senhor,envia-me a mim até os confins da terra; envia-me aos selvagens do ermo; envia-me para longe de tudo que se chama conforto da terra; envia-me mesmo para a morte, se for no teu serviço e para promover o teu reino..."
Assim Brainerd voltou aos índios, e continuou sua missão. Anos depois, retornou à casa de Jônatas Edwards, onde faleceu. Sua noiva, que tanto o amava, depois de sua morte começou a murchar como uma flor, vindo a morrer quatro meses depois. Viveu apenas 29 anos, mas seu trabalho missionário é superior ao serviço e obras das pessoas que vivem 80 anos.
Sua biografia, escrita por Jônatas Edwards, tem influenciado muitos homens de Deus em suas decisões de consagração e de vocação missionária. Não há outra vida que Deus tenha usado tanto para despertamento espiritual como a dele. O próprio Jônatas Edwards recebeu grande influência, também João Wesley, A. J. Gordon, Willian Carey (que leu sua biografia e consagrou sua vida para ir à Índia), Roberto McCheyne (lendo seu diário, dedicou sua vida para evangelizar os judeus), Henrique Martyn (que, depois de ler sua biografia, entregou-se ao Senhor para servir intensamente como missionário na Índia e na Pérsia, por um pouco mais de seis anos, morrendo com 31 anos). Vidas preciosas, como diz Hebreus 11:38, "homens dos quais o mundo não era digno"!
FONTE: Herois da Fé. www.igrejacristoevida.org.br
Thomas Hooker

Thomas Hooker nasceu em 1586, em Leicestershire, Inglaterra; frequentou a Universidade de Cambridge, obtendo grau de Bacharel em 1608 e mestrado em Artes em 1611, tornou-se um puritano devoto. Na década de 1620 Hooker serviu uma congregação em Essex, onde se tornou amplamente conhecido por sua excelente pregação. Por causa de suas visões puritanas, no entanto, ele atraiu a atenção das autoridades anglicanas, que o obrigou a deixar a Inglaterra. Ele finalmente se estabeleceu em Roterdã, na Holanda, e ali recebeu o chamado para o ministério da congregação Newtown (Cambridge) na colônia americana de Massachusetts (EUA).
Hooker nunca foi feliz em Newtown. Sua congregação estava insatisfeita com a sua terra, e Hooker mostrou certa incompatibilidade com os líderes de Massachusetts. Em 1636 a congregação em Newtown recebeu permissão para emigrar, e Hooker levou a maioria deles para Connecticut.
Ali se estabelecendo Hooker fez uma excelente contribuição para a colônia em um sermão no qual ele aplicou os princípios do Congregacionalismo a organização política. Usado como base para as ordens fundamentais, o sermão enfatizou a eleição de funcionários públicos e a limitação do seu poder pelo eleitorado. Embora as ideias de Hooker parecessem altamente democráticas, elas foram rigorosamente qualificadas. Seu "povo" se limitava a membros que participassem da igreja puritana, e sua ênfase sobre o uso responsável do poder excluía uma desenfreada regra popular.
Hooker não diferia do puritanismo ortodoxo da Nova Inglaterra, apesar de ter exercido suas crenças com mais humanidade do que seus colegas. Enquanto vivia em Newtown, ele debateu com Roger Williams, e depois de se mudar para Connecticut, ele voltou para Massachusetts para atuar no tribunal que considerou o famoso caso de Anne Hutchinson por heresia.
Seu panfleto "Um exame do somatório da Disciplina da Igreja", é uma excelente explicação e defesa do Congregacionalismo na Nova Inglaterra, e ele manteve seu pastorado em Hartford até sua morte em 07 julho de 1647. É considerado fundador e líder espiritual da colônia de Connecticut.
FONTE: https://historiacongregacional.blogspot.com
JOHN ELIOT
O APÓSTOLO DOS ÍNDIOS

John Eliot (1604-1690) é conhecido como "o apóstolo dos índios". Ele nasceu em agosto 1604 em Widford, Hertfordshire e cresceu em Nazeing, Essex, ele matriculou-se em 20 de março de 1619 no Jesus College, Cambridge, e formou-se bacharel em 1622. Sua opinião dissidente congregacionalista forte o levou a partida para a Nova Inglaterra (EUA) em 1631 reduto de congregacionais.
Eliot chegou em Boston e foi seguido logo depois por outros membros de sua família e outros vizinhos de Essex, incluindo Mumford Hanna, com quem se casou em outubro de 1632. Eles tiveram uma filha e cinco filhos, dos quais apenas um sobreviveu. Em novembro, ele tornou-se pastor da Igreja Congregacional em Roxbury, perto de Boston, onde serviu para o resto de sua vida. Ali ele fundou uma escola primária e ajudou a preparar uma tradução métrica dos salmos, conhecido como The Bay Psalm Book (O Livro de Salmos da Bahia) para a utilização de sua congregação nos cânticos.
Foi como pastor em Roxbury que Eliot começou a mostrar dedicação ao bem espiritual e material dos índios e isto o distinguiu ao longo de sua vida. Ele se pôs a aprender Algonquin, a língua nativa local e, após dois anos de estudos, começou a pregar para os habitantes nativos.
Ele não foi o primeiro a pregar aos índios, mas foi a primeira pessoa a dedicar sua vida a esta tarefa. Sua primeira visita pastoral aos nativos foi em outubro de 1646, em um lugar chamado Nonantum (agora Newton), em Massachusetts, onde pregou seu primeiro sermão aos índios.
Em 1651, com a ajuda financeira da Corporação de Londres para a Promoção e Propagação do Evangelho entre os índios da Nova Inglaterra, Eliot criou uma resolução nativa em Natick, também em Massachusetts, que beneficiou os nativos com ocupações, casas e roupas. Posteriormente, mais treze colônias foram estabelecidas. A primeira igreja indígena foi fundada, em Natick, em 1660. A Corporação pagou os salários de professores e pregadores, fundou escolas, e ajudou nas despesas de traduções de impressão.
Enquanto isso, Eliot estava trabalhando em sua grande conquista, a tradução da Bíblia para a língua Algonquin. Suas primeiras traduções foram de algumas curtas passagens das Escrituras, incluindo os Dez Mandamentos, a Oração do Senhor e alguns dos salmos. No início de 1658, ele escreveu sobre os indigenas: "Todo o livro de Deus está traduzido em sua própria língua, mas falta a revisão, transcrição e impressão. Oh, que o Senhor assim se mova, que de uma maneira ou outra, possa ser impresso”. Sua oração foi respondida pela Corporação para a Propagação do Evangelho, que financiou a publicação de suas traduções do livro do Gênesis e do Evangelho de São Mateus, em agosto de 1658, e de alguns dos salmos, em Dezembro de 1658.
Em setembro de 1661, sua versão do Novo Testamento foi publicada. A Bíblia completa apareceu em 1663. Esta é a primeira edição da Bíblia a ser publicada no continente americano. A maioria destas Bíblias em Algonquin foram destruídas, e as novas colônias devastadas, durante as "guerras indígenas" da década de 1670, e Eliot pediu a Corporação para publicar uma nova edição.
Eliot empreendeu uma profunda revisão de sua tradução para a segunda edição, a versão revisada do Novo Testamento sendo publicado em 1681 e o Antigo Testamento em 1685.
Ele também escreveu uma série de outros livros, seus primeiros volumes na linguagem Algonquin foi um catecismo em língua indígena, publicados em 1658, e ele também escreveu uma gramática da língua Algonquin, que foi publicada em 1666. Em 1678, escreveu A Harmonia dos Evangelhos, a vida de Cristo compilada a partir dos quatro evangelhos.
John Eliot era um homem que levou a sério o objetivo de levar o evangelho aos índios, pois ele passou 60 anos de sua vida nesse esforço. Foi John Eliot que, praticamente sozinho, desenvolveu uma linguagem escrita para as tribos indígenas da Nova Inglaterra e traduziu a Bíblia inteira neste idioma. Devido a esta realização e seus longos e incansáveis esforços evangélicos, mais tarde os historiadores deram-lhe o título de "Apóstolo dos Índios".
FONTE: https://historiacongregacional.blogspot.com
DAVID MARTYN LIOYD JONES

David Martyn Lloyd-Jones (20 de dezembro de 1899 - 1 de Março de 1981) foi um teólogo protestante na linha calvinista de origem galesa que foi influente na ala reformada do movimento evangélico britânico no século 20. Por quase 30 anos, ele era o ministro da Capela de Westminster, em Londres. Lloyd-Jones era um forte opositor da teologia liberal que se tornou uma parte de muitas denominações cristãs, considerando-a como uma aberranção. Ele discordou da abordagem ampla da Igreja e incentivou os cristãos evangélicos (especialmente anglicanos) para deixar suas denominações existentes, considerando que a comunhão cristã verdadeira só foi possível entre aqueles que partilharam convicções comuns sobre a natureza da fé. Depois de deixar a medicina em 1927, ele se tornou o ministro de uma Igreja Presbiteriana em Aberavon, no sul de Gales, é considerado um dos maiores pregadores protestantes do século XX.
Início da vida e ministério
Lloyd-Jones nasceu em Cardiff e foi criado em Llangeitho, Ceredigion. Llangeitho está associado com o renascimento metodista galês, como era o local do ministério de Daniel Rowland. Frequentou uma escola de gramática Londres entre 1914 e 1917 e, em seguida, do Hospital St. Bartholomew's como um estudante de medicina, em 1921 começou a trabalhar como assistente do médico real, Sir Thomas Horder. Depois de lutar durante dois anos sobre o que sentiu foi um chamado para pregar, em 1927, Lloyd-Jones voltou ao País de Gales, tendo casado com Bethan Phillips (com quem mais tarde teve dois filhos, Elizabeth e Ann), aceitando um convite para ministrar em uma igreja em Aberavon
Capela de Westminster
Depois de uma década, ministrando em Aberavon, em 1939 ele voltou para Londres, onde tinha sido nomeado como pastor adjunto da Capela de Westminster, Londres, trabalhando ao lado de G. Campbell Morgan. O dia antes de ele ser oficialmente para ser aceito em sua nova posição, a II Guerra Mundial na Europa. Durante o mesmo ano, ele se tornou o presidente da Inter-Varsity Fellowship dos Estudantes (hoje conhecida como das Universidades e Faculdades Christian Fellowship (UK)). Durante a guerra, ele e sua família se mudou para Haslemere, Surrey. Em 1943, Morgan aposentou, deixando-Jones como único Pastor da Capela de Westminster. Lloyd-Jones era bem conhecido por seu estilo expositivo da pregação, e na manhã de domingo e reuniões à noite em que ele oficializou, atraiu multidões de milhares de pessoas, como fez na sexta-feira à noite estudos bíblicos - que eram, na verdade, os sermões no mesmo estilo . Ele iria levar muitos meses - até anos - para expor um capítulo da Bíblia versículo por versículo. Seus sermões costumava ser em torno de cinqüenta minutos a uma hora de duração, atraindo muitos estudantes de universidades e faculdades, em Londres. Seus sermões também eram transcritos e impressos (quase literalmente) no registro de Westminster semanais, o que foi lido avidamente por aqueles que apreciaram a sua pregação.
A Controvérsia Evangélica
Lloyd-Jones, provocou uma grande disputa em 1966, quando, na Assembleia Nacional de Evangélicos, organizada pela Aliança Evangélica, ele apelou a todos os clérigos de convicção para deixar as denominações evangélicas que continha congregações liberais e o evangelicalismo. Isso foi interpretado como se referindo principalmente aos evangélicos dentro da Igreja da Inglaterra, embora não haja desacordo sobre se esta era sua intenção. Como uma figura significativa para muitas das igrejas livres, Lloyd-Jones tinha a esperança de incentivar os cristãos que crenças evangélicas de retirar todas as igrejas onde estiveram presentes visões alternativas. No entanto, Lloyd-Jones foi criticada pelo líder evangélico anglicano John Stott. Embora Stott não foi programado para falar, ele usou sua posição como presidente da reunião a repreender publicamente Lloyd-Jones, afirmando que sua opinião foi contra a história e a Bíblia (embora John Stott admirava muito o trabalho Lloyd-Jones, e que muitas vezes a citá-lo em livros próprios Stott). Este conflito aberto entre os dois estadistas mais velhos do evangelicalismo britânico foi amplamente noticiado na imprensa cristã e causou polêmica considerável. No ano seguinte, o primeiro Congresso Nacional Evangélico da Comunhão Anglicana, que foi realizada na Universidade de Keele. Nesta conferência, em grande parte devido à influência de Stott, anglicanos evangélicos se comprometeram a plena participação da Igreja da Inglaterra, rejeitando a abordagem separacionista proposta por Lloyd-Jones. Essas duas conferências foi efetivamente fixado a direção de uma grande parte da comunidade britânica evangélica. Embora haja um debate em curso sobre a natureza exata de Lloyd-Jones, elas tem causados, sem dúvida, os dois grupos a fim de adotar posições diametralmente opostas. Essas posições, e resultante da cisão, continuam praticamente inalteradas até hoje.
Mais tarde
Lloyd-Jones se aposentou do seu ministério na Capela de Westminster, em 1968, na sequência de uma operação de grande envergadura. Ele falou de uma crença de que Deus lhe impediu de continuar a pregar o livro do Novo Testamento da Carta aos Romanos, na sua sexta-feira à noite a exposição do estudo da Bíblia, porque ele não conhece pessoalmente o suficiente sobre a "alegria no Espírito Santo", que foi a ser o seu próximo sermão (baseado em Romanos 14:17). No restante de sua vida ele se concentrou na edição de sermões para serem publicados, aconselhamento de outros ministros, respondendo cartas e indo à conferências. Talvez sua obra mais famosa é uma série de 14 volumes de comentários sobre a Epístola aos Romanos, o primeiro volume do que foi publicado em 1970. Apesar de passar a maior parte de sua vida vivendo e ministrando em Inglaterra, Lloyd-Jones estava orgulhoso de suas raízes no País de Gales. Que melhor expressa sua preocupação com seu país de origem através do seu apoio ao movimento evangélico do País de Gales: Ele era um orador regular em suas conferências, pregando em Inglês e galês. Desde sua morte, o movimento tem publicado vários livros, em Inglês e galês, reunindo as seleções de seus sermões e artigos. Lloyd-Jones pregou pela última vez em 8 de Junho de 1980, Capela Batista Barcombe. Depois de uma vida de trabalho, ele morreu tranqüilamente em seu sono em Ealing, em 1 de Março de 1981, Dia de São Davi. Ele foi enterrado no Newcastle Emlyn, perto de Cardigan, no oeste do País de Gales. Um bom serviço atendeu ação de graças foi realizada na Capela de Westminster, em 6 de abril. Desde sua morte, houve várias publicações sobre Lloyd-Jones e seu trabalho, mais popularmente uma biografia em dois volumes por Iain Murray.
Legado
Movimento Carismático Martyn Lloyd-Jones tem muitos admiradores de diferentes denominações da Igreja Cristã hoje. Um aspecto muito discutido do seu legado é a sua relação com o Movimento Carismático ou Neopentecostalismo. Respeitado por líderes de várias igrejas associadas a este movimento, embora não diretamente associados a eles, ele ensinou o batismo com o Espírito Santo como uma experiência distinta da conversão e regeneração do Espírito Santo. Com efeito, no final de sua vida, ele pediu a seus ouvintes a procurar ativamente uma experiência do Espírito Santo. Por exemplo, em sua exposição de Efésios 6:10-13, publicada em 1976, ele diz: "Você sabe alguma coisa deste fogo? Se não sabe, confesse isto a Deus e reconheça seu erro. Arrependa-se, e peça-O para enviar o Espírito e Seu amor até você se derreter e se mover, até que você esteja preenchido com seu amor divino, e conheça o Seu amor por você, e alegre-se nisto como Seu filho, e aguarde a esperança da glória vindoura. Não extingais o Espírito, mas 'seja cheio do Espírito' e 'alegre-se em Cristo Jesus'".
Parte do esforço Lloyd-Jones, da necessidade do cristão do batismo com o Espírito Santo era devido à sua crença de que este garante esmagadora do amor de Deus para o cristão, e assim permite-lhe coragem para testemunhar Cristo para um mundo incrédulo.
Além de sua insistência em que o batismo com o Espírito é uma obra de Jesus Cristo distinta da regeneração, ao invés do enchimento do Espírito Santo, Lloyd-Jones também se opôs cessacionismo, alegando que a doutrina não é fundada sobre as Escrituras. Na verdade, ele pediu que Banner de confiança verdade, a editora que ele co-fundou, apenas publicar os seus trabalhos sobre o assunto após a sua morte. Ele foi tão longe quanto a alegação de que aqueles que tomaram uma posição, como BB Warfield na cessacionismo foram 'debela o Espírito. "Ele continuou a proclamar a necessidade do trabalho ativo de Deus no mundo ea necessidade de que ele milagrosamente demonstrar o seu poder para que os pregadores cristãos (e todos aqueles que testemunha de Cristo) pode ganhar uma audiência em um mundo contemporâneo que é hostil ao verdadeiro Deus e ao cristianismo em geral.
Pregação
Lloyd-Jones raramente concordou em pregar ao vivo pela televisão, (o número exato de vezes não é conhecida, mas provavelmente foi apenas uma ou duas vezes). Seu raciocínio por trás dessa decisão foi a de que este tipo de pregação "controlada", isto é, a pregação, que é limitada pelo tempo", milita contra a liberdade do Espírito." Em outras palavras, ele acreditava que o pregador deve ser livre para seguir a liderança do Espírito Santo sobre a duração do tempo em que ele está autorizado a pregar. Ele registrou que uma vez perguntou a um executivo de televisão que queria que ele pregasse na televisão, "O que aconteceria com os seus programas, se o Espírito Santo, de repente descese sobre o pregador e possuíse ele, o que aconteceria com os seus programas?"
Talvez o aspecto o maior legado de Lloyd-Jones tem a ver com sua pregação. Lloyd-Jones foi um dos pregadores mais influentes do século XX. Muitos volumes dos seus sermões foram publicados pela Banner of Truth, bem como outras editoras. Em seu livro, Pregação e Pregadores (Zondervan, 1971), Lloyd-Jones descreve a sua opinião sobre a pregação, ou o que poderia ser chamado de sua doutrina de homilética. Neste livro, ele define a pregação como "Lógica em fogo." O significado desta definição é demonstrada ao longo do livro, no qual ele descreve o seu estilo própria pregação que tinha desenvolvido durante seus muitos anos de ministério.
Seu estilo de pregação pode ser resumido como "lógica no fogo 'por várias razões. Primeiro, ele acreditava que o uso da lógica era vital para o pregador. Mas seu ponto de vista da lógica não era a mesma que a do Iluminismo. É por isso que ele chamou de "lógica no fogo." O fogo tem a ver com a atividade e poder do Espírito Santo. Portanto, ele acreditava que a pregação foi a demonstração lógica da verdade de uma determinada passagem da Escritura com a ajuda ou a unção do Espírito Santo. Essa visão se manifesta na forma de sermões de Lloyd-Jones. Lloyd-Jones acreditava que a verdadeira pregação sempre foi expositiva. Isso significa que ele acreditava que o principal objetivo do sermão era revelar e ampliar o ensino primário da passagem sob consideração. Uma vez que o ensino primário foi revelada, ele teria então logicamente expandir esse tema, demonstrando que era uma doutrina bíblica, mostrando que era ensinado em outras passagens da Bíblia, e usando a lógica, a fim de demonstrar a sua utilidade prática e a necessidade do ouvinte. Com este ser o caso, ele trabalhou em seu livro Pregação e Pregadores com cautela pregadores jovens contra o que ele considera como "comentário" estilo pregação, bem como "pregação" da atualidade.
O estilo de pregação de Lloyd-Jones foi, portanto, separado por sua exposição de som da doutrina bíblica e seu fogo e paixão em sua entrega. Ele é assim conhecido como um pregador que continuou a tradição puritana da pregação experimental. A famosa citação sobre os efeitos da pregação Lloyd-Jones é dada pelo teólogo e pregador JI Packer, que escreveu que ele tinha "Nunca ouvi tal pregação." Ela veio a ele "com a força de um choque elétrico, elevando para pelo menos um de seus ouvintes mais de um sentido de Deus do que qualquer outro homem".
Lloyd-Jones também foi um ávido defensor da Biblioteca Evangélica em Londres.
FONTE: wikipedia.org
Robert Kally
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Robert Reid Kalley (Glasgow, 8 de setembro de 1809 – Edimburgo, 17 de janeiro de 1888) foi um médico e pastor escocês
Biografia
Filho de família abastada, Robert Kalley nesceu em Mount Florida, no sudeste de Glasgow. Em 1829, obteve o diploma de cirurgião e farmacêutico pela Faculdade de Medicina e Cirurgia da Universidade de Glasgow. Como médico de bordo, conheceu muitos portos, inclusive Funchal, na Ilha da Madeira, onde, anos depois fundaria, juntamente com sua mulher, Margaret, a primeira comunidade protestante lusitana.
Robert e Margaret se casaram em 1838. O sonho de Robert era tornar-se missionário na China, mas, considerando a frágil saúde da esposa, os colegas lhe sugeriram a ilha da Madeira, “um pequeno paraíso de clima suave. Assim, no dia 12 de outubro do mesmo ano, o casal chegou ao Funchal, onde já havia uma colônia de escoceses. No ano seguinte, Kalley foi ordenado ao ministério pastoral, no dia 8 de julho.
Robert e Margaret Kalley tornaram-se figuras históricas do protestantismo em Portugal e no Brasil. Os Kalley chegaram ao Rio de Janeiro em 1855, onde Robert fundou, juntamente com cidadãos portugueses e brasileiros, a Igreja Evangélica Fluminense, que desempenhou um importante papel na divulgação da doutrina evangelista no país.
A situação religiosa em Portugal
no século XIX Mesmo após a abolição da Inquisição em Portugal, em 1821, a prática do protestantismo continuou sendo proibida para todos os cidadãos portugueses. Apenas aos estrangeiros era permitido praticar outras religiões que não a católica, desde que não em língua portuguesa e tampouco em edifícios que pudessem ser identificados externamente como igrejas. Só após a implantação da República é que se pode falar de liberdade religiosa em Portugal, o que possibilitou a existência oficial de comunidades protestantes.
A ação de Robert Kalley no Funchal
O dr. Kalley fundou um hospital no Funchal e em breve se deu conta de que os madeirenses demonstravam uma surpreendente falta de conhecimento da doutrina cristã, tendo iniciado o trabalho missionário. Foram fundadas 20 escolas, distribuídas Bíblias e iniciado um trabalho de missão que encontrou acolhimento. Robert Kalley fundou a primeira rede de escolas em Portugal, que ofereciam gratuitamente a instrução primária a crianças e adultos. Cerca de 2000 madeirenses interessaram-se por esta nova comunidade. Em 1845 foi fundada a primeira congregação protestante portuguesa, a Igreja Presbiteriana Portuguesa que tem actualmente, na cidade do Funchal, o nome de Igreja Evangélica Presbiteriana Central.
Fundação da Igreja Presbiteriana de língua portuguesa no Funchal
Em 1838 Kalley chega ao Funchal, onde cria escolas, um hospital, um serviço de consultas médicas e onde começa a distribuir Bíblias e a fazer evangelização. Em 1843 é preso e fica alguns meses na cadeia. Em 8 de maio de 1845 foi fundada (ilegalmente pois as igrejas protestantes permaneciam proibidas) no Funchal a Igreja presbiteriana, tendo sido ordenados presbíteros e diáconos, tendo sido celebrada a Ceia do Senhor para 61 crentes convertidos.
Perseguição e fuga
Na época, a Madeira atravessava uma forte crise econômica. O comércio do vinho, base da economia da ilha, estava em declínio. Os desastres naturais levaram à fome, ao abandono de vinhedos e ao desemprego em massa. Para muitos, a emigração foi uma questão de sobrevivência.
A situação foi agravada pela tensão religiosa entre o grupo de convertidos presbiterianos e a comunidade local, tradicionalmente católica. A nova igreja seria perseguida pelas autoridades madeirenses. A partir de 2 de agosto de 1846 intensificaram-se as injúrias e acções contra os "calvinistas". Em 9 de agosto de 1846, a casa dos Kalleys foi incendiada. Com a ajuda de vários portugueses da recém-formada comunidade protestante, o casal fugiu para os Estados Unidos. Kalley teve de se disfarçar para poder entrar no barco inglês que o salvou. Sua mulher e familiares obtiveram a proteção do consulado britânico.
2000 portugueses foram expulsos da ilha da Madeira pelas autoridades portuguesas sendo refugiados em Trinidad e Tobago, nas Bermudas e nos Estados Unidos, onde os Madeirenses Evangélicos fundaram a cidade de Jacksonville, no estado de Illinois. O produtor de cinama britânico Sam Mendes (Óscar por "American Beauty") é descendente deste grupo de "madeirenses errantes". O jornalista e autor Ferreira Fernandes narra sua diáspora na obra "Madeirenses Errantes".
Kalley no Brasil
Depois que sua primeira esposa, Margareth Kalley, falecera em 1851, casou-se no ano seguinte com Sarah Poulton e partiu para os Estados Unidos. Nos anos 1853-4 ministrou aos refugiandos madeirenses naquela nação. Enquanto nos Estados Unidos, impressionou-se com o Brasil através do livro Reminiscências de viagens e permanências nas Províncias do Sul e Norte do Brasil (1845), do Rev. Daniel Parrish Kidder, que estivera no Brasil, onde distribuiu Bíblias.
Em 10 de maio de 1855 chegou ao Rio de Janeiro e subiu para morar em Petrópolis, na residência do Embaixador Americano. Numa tarde de Domingo, a 19 de agosto de 1855, Kalley e sua esposa instalaram em sua residência a primeira classe de Escola Dominical, contando com cinco crianças, filhos de cidadãos americanos. Foi contada a história do profeta Jonas.
Kalley escreveu para Jacksonville pedindo auxílio, vindo Wiliam Pitt, um inglês educado por D. Sarah na Inglaterra, Francisco de Souza Jardim e família, Manuel Fernandes e esposa e Francisco da Gama e família.
Kalley batizou o português José Pereira de Souza Louro em 8 de novembro de 1857. No dia 11 de julho de 1858 organizou a Igreja Evangélica Fluminense, uma igreja evangélica brasileira, sem nenhum vínculo com denominações até então existentes. Foi organizada com 14 membros, sendo batizado naquele dia o primeiro brasileiro Pedro Nolasco de Andrade.
Apesar de ter sido batizado na Igreja da Escócia (presbiteriana), Kalley não possuía vínculos com nenhuma denominação. Em certa ocasião Kalley escreveu: "eu não sou presbiteriano e nem estou em contato com qualquer tipo de igreja — sou irmão de qualquer cristão independente de sua denominação". Neste ponto, suas crenças eram bem parecidas com a dos Irmãos de Plymouth (Casa de Oração), que, no Brasil, teve origem na mesma Igreja Evangélica Fluminense. Em outros pontos, como atestado pelo Dr. Kalley no folheto "Darbismo", ele discordava dos Irmãos de Plymouth, por exemplo quanto ao Dispensacionalismo, doutrina à qual se opunha radicalmente.
Ao estabelecer igrejas no Brasil, Kalley se afastou da tradição presbiteriana, rígida em matéria de organização eclesiástica, e introduziu, quanto à forma de governo, uma estrutura congregacionalista, onde cada igreja local é independente e autônoma.
Além disso, Kalley deixou também a prática do batismo infantil, que é realizado tanto por presbiterianos quanto por congregacionais. Acerca do batismo infantil, Kalley escreveu: As condições essenciais para o batismo eram duas: a) entender claramente a mensagem; b) de coração aberto, aceitá-la. Fé em exercício e alegria inteligente eram os pré-requisitos deste rito cristão — totalmente nulos nos recém-nascidos".[5] Essa rejeição ao batismo infantil distanciava as igrejas que fundara de serem classificadas tanto de presbiterianas como de congregacionais. Por isso, algumas pessoas identificaram as igrejas que Kalley fundou como batistas. Quando o missionário William Bowers foi enviado ao Recife para pastorear a Igreja Evangélica Pernambucana, por um equívoco foi divulgado que ele estava sendo ordenado para o pastorado de uma igreja batista. Acerca disso Kalley se pronunciou e escreveu enfaticamente demonstrando sua desaprovação:
"Desde o início o nome da igreja tem sido, 'Igreja Evangélica', e ela é filha da Igreja Evangélica do Rio, e nenhuma das duas têm sido igrejas batistas… Eu não sou batista; não tenho nada a ver com diferenças denominacionais… Eu sabia que ele [Bowers] foi batizado como crente e que se opõe ao batismo de crianças. Eu sabia que ele não considera a imersão como essencial ao batismo cristão em água, e me dispus a conduzi-lo ao pastorado da igreja sem nenhuma inovação, e fiquei feliz por poder ajudá-lo a ir e trabalhar como ministro cristão (como eu sempre tenho sido), sem restrições denominacionais".
Era dessa forma que Kalley definia a si mesmo: um ministro cristão, sem restrições denominacionais. Ainda acerca da Igreja Evangélica Pernambucana, Kalley escreveu em outra ocasião:
"A Igreja Evangélica Pernambucana não pertence a nenhuma denominação estrangeira; não é presbiteriana porque esta considera válido o batismo romano e pratica o batismo de crianças; aproxima-se mais da denominação batista, mas prefere ter a liberdade de admitir à comunhão qualquer crente fiel e obediente ao Senhor… É, pois, uma igreja evangélica brasileira".
As igrejas fundadas por Kalley não tinham qualquer vínculo pelo qual pudesse se estabelecer uma continuidade histórica em relação a qualquer tradição denominacional até então existente. Eram igrejas com uma identidade própria, peculiar.
Kalley voltou para a Escócia em 10 de julho de 1876. Foi sucedido por João Manoel Gonçalves dos Santos no pastorado da Igreja Evangélica Fluminense e elaborou uma súmula doutrinária composta por 28 artigos conhecida como "Breve Exposição das Doutrinas Fundamentais do Cristianismo", documento cujo propósito era o de ser o que seu próprio nome expressa: breve e fundamental. O próprio Kalley afirmou: "A Breve Exposição não contém todo o ensino apostólico, mas somente as doutrinas fundamentais do Cristianismo, sobre as quais todos os crentes devem ter um conhecimento claro e inteligente, para, na frase do apóstolo S. Pedro (I Pe 3:15), estardes aparelhados para responder a todo o que vos pedir razão daquela esperança que há em vós".
Como salienta Joyce Every-Clayton, a "ênfase na importância das doutrinas essenciais do Cristianismo sempre foi típica de Kalley"'.[9] E o historiador presbiteriano Alderi Souza de Matos destaca: "A teologia de Kalley pode ser descrita como um tipo de evangelicalismo amplo".[10] Quanto à Breve Exposição, o mesmo autor afirma: "a maior parte dos artigos poderiam ser aceitos por qualquer evangélico, reformado ou não. Os elementos específicos do calvinismo, tais como a soberania de Deus, a eleição divina e a perseverança dos santos, não são enfatizados".
Os Kalley ficariam no Brasil por 21 anos, atuando como missionários e cuidando de enfermos.
Foi apenas em 1913 que as igrejas kalleyanas se reuniram para a formação de um ente associativo chamado União das Igrejas Evangélicas Indenominacionais. Mais tarde, seria inserida a designação Congregacional como indicação da forma de governo pelo qual essas comunidades eclesiásticas eram regidas, mas sem que houvesse uma identidade histórica com os Congregacionais britânicos e norte-americanos. Assim surgiu a atual União das Igrejas Evangélicas Congregacionais do Brasil.
O legado dos Kalley
Muitos dos madeirenses protestantes perseguidos iriam fundar nos anos seguintes novas comunidades no estrangeiro, sobretudo presbiterianas. Sobretudo nos Estados Unidos, no Brasil e nas ilhas de Trindade e Tobago. Destas comunidades vieram alguns missionários para Portugal, tendo sido fundada em 1870 a Igreja Presbiteriana de Lisboa de sendo o seu primeiro pastor António de Matos, um dos convertidos por Kalley no Funchal.
Kalley foi também aquele que conseguiu plantar o Cristianismo Evangélico de forma definitiva no Brasil. Seu trabalho influenciou outros missionários a trabalharem no Brasil, contribuindo para a construção do protestantismo no país, onde hoje conta com aproximadamente trinta milhões de aderentes.
FONTE: wikipedia.org
Dwight Lyman Moody
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Dwight Lyman Moody (5 de fevereiro de 1837 - 22 de dezembro de 1899), também conhecido como D.L. Moody, foi um evangelista e editor americano que fundou aIgreja Moody, a Escola Northfield, a Escola Mount Hermon em Massachusetts (agora chamada Escola Northfield Mount Hermon), o Instituto Bíblico Moody e a Moody Press.
O pai de Dwight Moody era alcoólatra e morreu aos 41 anos. Dwight tinha somente quatro anos e era o mais jovem de sua família nesse momento.
Moody mudou-se para Boston em busca de trabalho. Trabalhou com seu tio em uma sapataria. Uma das exigências de seu tio era que Moody freqüentasse uma igreja; entrou para a Igreja Congregacional. Ele freqüentou, mas não estabeleceu um relacionamento pessoal com Deus até mais adiante. Certo dia, um professor falou-lhe sobre quanto Deus o amava. Moody converteu-se então ao cristianismo. Sua conversão iniciou sua carreira como evangelista.
O trabalho conduziu sua escola dominical em Chicago a ser a maior da época. Moody trabalhou tão arduamente que no decorrer de um ano a incidência média em sua escola era de 650 pessoas, enquanto sessenta voluntários de várias igrejas trabalhavam como professores. A escola chegou a ser tão conhecida que o recém eleito presidente Lincoln visitou e falou em uma reunião da escola em 25 de novembro de 1860.
Depois do começo da Guerra Civil, se uniu à Comissão Cristã Americana (YMCA – A ACM do Brasil). Em Chicago, Moody trabalhou para começar uma escola dominical para crianças nas zonas mais pobres da cidade. Logo teve mais de 1000 crianças além de seus pais freqüentando semanalmente. Em 1862, o presidente americanoAbraham Lincoln visitou a escola. A congregação cada vez maior necessitava de um lugar permanente, assim Moody começou uma igreja em Chicago, a Illinois Street Church. Quando a igreja se queimou no Grande Incêndio de Chicago, foi reconstruída após três meses em uma localidade próxima, sob o nome de Chicago Avenue Church.
Em uma viagem à Inglaterra, Moody se fez mais conhecido como evangelista, a ponto de haver sido chamado de maior evangelista do século XIX. Sua pregação teve um impacto tão grande como as de George Whitefield e John Wesley dentro da Grã-Bretanha, Escócia e Irlanda. Foi contemporâneo do pregador Charles Haddon Spurgeon, chegando a pregar, nessa ocasião de sua viagem, no Tabernáculo Metropolitano de Londres, em 1873. Em várias ocasiões encheu estádios com capacidade entre 2 mil e 4 mil pessoas. Em uma reunião no Botanic Gardens Palace se juntaram entre 15.000 e 30.000 seguidores. Este séqüito continuou em 1874 e 1875, com as multidões em todas as reuniões. Quando voltou aos Estados Unidos, as multidões de 12.000 a 20.000 eram tão comuns como na Inglaterra. Suas reuniões evangélicas se celebraram de Boston a Nova York, passando por Nova Inglaterra e outros povos da costa oeste, como Vancouver e San Diego.
Entre 1884 e 1891, Moody mostrou-se ativo em campanhas evangelísticas nos EUA e no Canadá. Estabeleceu o Instituto Bíblico de Chicago que mais tarde mudou de nome para Instituto Bíblico Moody que tem servido de grande força aos evangélicos e tem preparado pregadores, missionários e líderes que têm trabalhado em todos os continentes do mundo. Sua pregação era caracterizada por aqueles que o ouviam, como direta, sincera, franca, sem enfeites, não-gramatical, sempre simples mas enormemente sincera e convincente. Moody era homem simples e honesto no tocante ao dinheiro, como em tudo o mais. Não aceitava lucros e todos os proventos das vendas do hinário de sua autoria e de Ira D. Sankey eram administrados por uma junta de encarregados, e eram destinados ao sustento das escolas de Northfield. Aproximando sua morte, ele era relativamente pobre. Ele declarou: "minha esposa e meus filhos simplesmente terão que confiar no mesmo Deus em que tenho confiado". Encontra-se sepultado no Northfield School Campus Grounds, Northfield, Condado de Franklin, Massachusetts nos Estados Unidos.[1]
Em seu último sermão em 16 de novembro de 1899. R.A. Torrey foi o sucessor de Moody como presidente do Moody Bible Institute. Dez anos depois de sua morte, a Chicago Avenue Church foi renomeada como Igreja Moody em sua homenagem.
FONTE: wikipedia.org
REVERENDO WILLIAM BANNISTER FORSYTH (1906 - 2007)

"Nós agradecemos a Ti, ó Senhor...". Eram essas as palavras, em tom firme e pausado, do Rev. Forsyth no início de sua oração de agradecimento antes das refeições. Por uma vida que cumpriu seu curso na terra, ecoemos suas palavras é o que de melhor podemos fazer.
Rev. William Bannister Forsyth nasceu no dia 31 de julho de 1906 e morreu no dia 20 de março de 2007, em Wiveliscombe, no sul da Inglaterra, quase alcançando 101 anos. Houve uma maravilhosa celebração, no ano passado, por ocasião de seu centenário, tendo toda sua família, com exceção de um neto, presente, a maioria do Brasil.
Rev. Forsyth foi chamado para o serviço do Senhor em 1925. Tornou-se membro da União Evangélica Sul Americana (UESA agora Latin Link) depois de estudar no Instituto Bíblico, em Glasgow, Escócia e na Escola Missionária de Medicina, em Londres. Chegando ao Recife, nordeste do Brasil, no dia 3 de outubro de 1928, lançou-se ao trabalho de aprender português e alcançou bom domínio do idioma. Ele fez parte da Comissão Revisora da Sociedade Bíblica do Brasil que revisou a Bíblia em português, e que foi lançada em 1956, como Versão Revista e Atualizada.
Ainda no Instituto Bíblico, em Glasgow, Rev. Forsyth conheceu Edith Paton, e eles se casaram no dia 8 de janeiro de 1930. Fixados em Caruaru-PE, no coração do Nordeste, o casal começou um ministério pastoral que compreendia longas viagens evangelísticas a cavalo, embrenhando-se no interior árido.
Em 1933, Rev. Forsyth foi chamado para ocupar o cargo de diretor do Instituto Bíblico do Recife, cujo reitor era o famoso teólogo presbiteriano, Rev. Antonio Almeida, e assim começou o que se tornou seu principal ministério, ao longo dos 42 anos em que esteve no Brasil: o treinamento de homens e mulheres para o ministério cristão.
Foi em Anápolis que ele e o Rev. Archibald procuraram um terreno para o Instituto Bíblico Goiano e compraram uma grande chácara fora A R T I G O da cidade, hoje ocupada pelo SETECEB e a Universidade Evangélica.
Em Anápolis, os Forsyths, trabalharam a serviço do Hospital Evangélico, fundado por Dr. James Fanstone, mas logo Rev. Forsyth foi convidado para exercer o cargo de diretor do Instituto Bíblico Goiano. Ao mesmo tempo, professor no Instituto Bíblico, capelão do hospital, pastor da ICE de Anápolis (uma igreja crescente), pregando com fervor umas 20 vezes por semana! Os anos foram passando e a saúde de Edith foi afetada, exigindo pronto retorno à Inglaterra, onde ela veio a falecer em 1957.
Um ano depois, Rev. Forsyth casou-se com Mary Hamilton, enfermeira no Hospital Evangélico em Anápolis e grande amiga de Edith.
São Paulo tornou-se a próxima esfera de trabalho, combinando ensino bíblico e pastorado. Foi nesse tempo que Rev. Forsyth se tornou diretor geral da UESA para a América Latina, viajando muito pelo continente. Em viagem ao Peru, Rev. Forsyth e Mary, sua esposa, foram envolvidos em um acidente na rodovia, no qual Mary faleceu. Ela foi sepultada no Peru. Mais uma vez ele tinha perdido uma ajudadora fiel, pouco depois de cinco anos de matrimônio.
Em 1966, Rev. Forsyth casou-se com Brenda Wayling, sua secretária, e mudaram-se para o Rio de Janeiro onde continuou como líder da missão UESA por alguns anos. Depois ele voltou ao amado ministério de ensino, no Seminário Teológico Congregacional do Rio de Janeiro, e pastoreou uma igreja nos arredores do Rio, concomitantemente. Sua esposa e ele voltaram ao Reino Unido para se aposentar em 1974, depois que os médicos diagnosticaram um câncer no Rev. Forsyth, mas, uma vez no Reino Unido, os médicos não encontraram nem rastro da doença!
A aposentadoria estava longe dos planos do Rev. Forsyth, então ele aceitou um convite para pastorear a Igreja Evangélica Congregacional em Wiveliscombe, Somerset, auxiliando naquela localidade e na área circunvizinha, durante os sete anos seguintes. Depois de deixar o pastorado, ele continuou a colaborar em várias igrejas. Em 1999, ainda pregando aos 93 anos de idade, Rev. Forsyth escreveu ao seu neto Tim: "Setenta e quatro anos se passaram: já preguei literalmente milhares de vezes, e ainda é a mesma sensação de quando eu ouvi o Evangelho pela primeira vez: o Evangelho cristocêntrico, fundamentado na Bíblia é fonte inesgotável de vida”.
Malaquias 2:5-7 descreve com exatidão a vida do Rev. Forsyth ele era um exemplo para todos que tiveram o privilégio de conhecê-lo.
A Deus seja a glória!

Robert William Dale (mais conhecido como R. W. Dale) nasceu em 1 de Dezembro de 1829. Em 1847 ele foi para o Birmingham para estudar no Congregacional Colégio Spring Hill e ganhou uma medalha de ouro na London University pelo primeiro lugar em Filosofia em 1853. Em 1883 ele receberia um doutorado na Universidade de Glasgow.
Ele já havia mostrado dons para a regação e seu potencial foi rapidamente reconhecida por John Angell James, pastor da Capela Carrs Lane, que freqüentemente o convidava para pregar lá. Apesar das dúvidas e críticas e algum desacordo sobre teologia, havia carinho e respeito mútuo entre os dois. Em Junho de 1854 Dale aceitou o convite da Igreja para se tornar seu co-pastor. James morreu em 1859, confiante em que o ministério Carrs Lane estava em mãos capazes.
Em Outubro de 1859, R .W. Dale tornou único pastor, e criou ao longo dos anos uma excelente reputação em nível mundial para a Igreja Carrs Lane. Ele era mais conhecido como um pregador, e abertamente lia seus sermões, porque dizia: "se eu falasse extemporaneamente, jamais sentaria novamente”. Seu último sermão foi pregado mais de 45 anos após o primeiro, em 10 fevereiro 1895.
OS PRINCÍPIOS CONGREGACIONALISTAS DE DALE
Os princípios congregacionalistas de Dale podem ser resumidos como:
1- Cristo está presente com qualquer grupo reunido em Seu nome. Ele foi um forte defensor da disestablishment da Igreja da Inglaterra, considerando que a igreja cristã era essencialmente uma fraternidade espiritual, e que qualquer vestígio de autoridade política comprometia seu trabalho espiritual. No governo da igreja ele acreditava firmemente que o Congregacionalismo era o meio mais adequado para a cristandade
2- O sacerdócio é comum a todos os crentes;
3- Fé em Cristo é a única condição de ser membro do Seu corpo.
AÇÃO CIDADÃ
Dr. Dale era conhecido como um defensor do “evangelho cívico”. Ele preocupava-se com as melhorias sociais, como a extensão da franquia e representação sindical.
Ele acreditava que "os negócios públicos do Estado é o direito privado de cada cidadão" e ele entrou vigorosamente na vida cívica de Birmingham. Ele influenciou o trabalho de reforma municipal de Joseph Chamberlain e estava especialmente interessado na educação e em lidar com as causas fundamentais da pobreza e da criminalidade.
Numa época de agressivo imperialismo, o Dr. Dale mostrou uma forte conscientização dos Negócios Estrangeiros. Sua atividade política era uma parte importante do seu ministério cristão, mas ele nunca levava política partidária puramente para o púlpito.
Sua magnífica personalidade estimulou aqueles que estavam ao seu redor para assumir o trabalho de cidadania cristã ou para trabalhar no seio da Igreja em difundir o Evangelho e para ajudar aqueles em necessidade. A vida de adoração encontrou o seu cumprimento em muitas formas de serviço voluntário.
Tal como o seu antecessor, o Dr. Dale teve um grande interesse no Congregacional Spring Hill College, Moseley; e foi em grande parte devido à sua iniciativa que o Colégio, rebatizado Mansfield College foi transferida para Oxford em 1886. Ele manteve a presidência do Conselho durante os seus primeiros e difíceis anos.
Em 1868, ele se tornou presidente da União Congregacional da Inglaterra e País de Gales, e em 1891, presidente do Conselho Internacional Congregacional.
Seu trabalho sobre "A Expiação" foi entregue como uma série de palestras no Memorial Hall, em 1875 e publicado nesse ano. Influente também é o seu "Manual de Princípios Congregacionais”. No o final de sua vida ele escreveu alguns dos seus melhores trabalhos, nomeadamente, "A Vida Cristo e os Quatro Evangelhos".
R. W. Dale morreu em 13 de Março de 1895.
O CENTENÁRIO
1995 foi o ano do centenário da morte do Dr. Dale. Durante o ano uma série de eventos comemorativos teve lugar na Carrs Lane, e uma série de palestras foi dada em Birmingham e Oxford. Estes textos foram publicados pela URC História Sociedade sob o título: A Cruz e a Cidade: ensaios em comemoração de Robert William Dale 1829 – 1895.
Fonte: https://historiacongregacional.blogspot.com/
Charles Harold Dodd

Charles Harold Dodd (07 de abril de 1884 - 21 de setembro de 1973) foi um estudioso do Novo Testamento galês e teólogo protestante influente. Ele é conhecido por promover a "escatologia realizada", a crença de que as referências de Jesus ao reino de Deus significam uma realidade do presente realidade ao invés de uma revelação futura.
Dodd nasceu em Wrexham, Denbighshire, País de Gales, tendo como irmão o historiador A.H. Dodd. Ele estudou os clássicos na University College, Oxford, a partir de 1902. Após graduar-se em 1906 ele passou um ano em Berlim, onde foi influenciado por Adolf Harnack.
Ele foi um ministro Congregacional por três anos em Warwick, depois de ter sido ordenado sacerdote em 1912, antes de ir para academia. De 1915 ele recebeu o grau de "Yates Lecturer" de Novo Testamento pela Universidade de Oxford. Ele se tornou "Rylands Professor" na Universidade de Manchester em 1930. Foi professor de Teologia na Universidade de Cambridge a partir de 1935, tornando-se emérito em 1949. Seus alunos de Cambridge incluem David Daube e WD Davies. Os três juntos, cada um com seu próprio trabalho, promoveram mudanças nos estudos do Novo Testamento com a obra "Nova perspectiva sobre Paulo".
Dirigiu o trabalho dos tradutores da New English Bible, a partir de 1950.
A Filha de Dodd, Rachel casou-se com o erudito de Antigo Testamento Rev. E.W. Heaton, em 1951.
Fonte: https://teologoscristaos.blogspot.com.br/
Isaac Watts
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Sara Kalley

Era esposa de Robert Reid Kalley, juntamente a seu esposo desenvolveu ministério pioneiro no Brasil que durou 21 anos e resultou na fundação das Igrejas Evangélicas Fluminense e Pernambucana e mais tarde resultaria na formação da atual União das Igrejas Evangélicas Congregacionais do Brasil
Nascida em Nottingham em 25 de maio de 1825 e recebeu o nome de Sarah Poulton Wilson, tendo ficado órfã de mãe quatro dias após seu nascimento. Era filha de William Wilson (1801-1866) e Mrs. Sarah Morley (1802-1825), irmã de Samuel Morley, membro do Parlamnto na Inglaterra.
Mais tarde, seu pai casou-se com Eliza Read e tiveram filhos. Com a doença da senhora, a família mudou-se de Nottingham para Torquay. Sua avó paterna morava próximo, em Fairfield, e na casa dela Sarah preparou-se para ingressar num internato para moças, em CamberWell, distrito na parte sul de Londres. No colégio passou seis anos. Foi aluna brilhante e veio a ser boa pianista, pintora, poetisa e poliglota. Tinha grande habilidade para ensinar, e seu pai, que era Superintendente da Escola Dominical, confiou-lhe uma classe de rapazes, na Capela que ele construíra em Torquay; Sarah aproveitou para formar um curso noturno, ministrando, também, conhecimentos gerais aos jovens que trabalhavam durante o dia. Todos receberam boa influência de seus ensinamentos, e alguns mantiveram-na informada do progresso e atividades deles: William Cooksley tornou-se Ministro Congregacional; Jame Hamlym, capitão numa companhia de navios nas Índias Ocidentais; outro, William Deatron Pitt, foi o primeiro a vir para o Brasil ajudar o casal Kalley, e mais tarde tornou-se Ministro Presbiteriano.
Muito cedo, Sarah abraçou a fé cristã. Em casa de seu pai, muitas vezes, eram recebidos missionários vindos de terras distantes. Ela se interessava em ouvir a respeito do trabalho, suas necessidades e o que fazer para diminuí-las. Nesse sentido, criou uma classe de costura para moças, onde eram confeccionadas roupas para enviar aos campos, e mantinha suas auxiliares informadas dos resultados desse esforço, através da leitura de revistas e de outras fontes.
Em fins de 1851, um de seus irmãos, Cecil Wilson, sofrendo de tuberculose, fora enviado, com um acompanhante, para recuperar-se no Egito. Mais tarde, a família recebeu notícias desanimadoras quanto à recuperação do rapaz. Isso inquietou seu pai, levando-o a providenciar uma viagem, no início de 1852, a Beirute, acompanhado de seu filho Henry e de Sarah. A finalidade era encontrar-se na Síria, com o Dr.Robert Reid Kalley que, em setembro de 1851 perdera a esposa Margareth, também tuberculosa. Sr. Wilson ansiava que o médico fizesse um minucioso exame em seu filho e o aconselhasse a respeito do tratamento. O Doutor examinou o paciente, esclarecendo que a doença estava muito avançada e a mudança de clima de nada valeria. Daquela consulta médica resultaria muito mais que um simples diagnóstico. Dentro de poucas semanas o grupo estava de regresso à Inglaterra, pois o enfermo falecera, sendo sepultado no Cemitério dos Estrangeiros, onde jaziam os restos mortais de Margareth Kalley.
A personalidade do Dr. Kalley imediatamente impressionou Sarah, que já ouvira falar do seu trabalho na Ilha da Madeira e das perseguições que ele sofrera. Sentia-se bem ouvindo-o explanar as Escrituiras e sua maneira de orar. Por sua vez, o médico ficou muito impressionado com o interesse e o entusiasmo que a jovem demonstrava pelo trabalho missionário estrangeiro. Desse encontro providencial nasceu o amor entre ambos.
Muitos que conheciam Sarah muito bem, ficaram surpresos ao saber de seu noivado com um cavalheiro como Dr. Kalley. Isso porque a jovem, quando começou a pensar em casamento, decidiu recusar qualquer proposta que pudesse vir de um Ministro do Evangelho ou de um médico.
Seu jovem irmão John notava que, durante o noivado, a irmã e o Doutor passavam muito tempo na leitura e comentário do que estavam estudando, e sem dúvida uma grande mudança ocorria nas atitudes de sua irmã.
Em dezembro de 1852, no dia 14, o casamento realizou-se na Capela em Torquay.
A maior parte dos anos de 1853 e 1854 foi passada em companhia dos madeirenses nos Estados Unidos. Lá o casal Kalley ficou sabendo bastante a respeito do Brasil e da carência espiritual de seu povo - o suficiente para que ambos aceitassem o desafio do trabalho missionário nesse país.
Chegaram ao Rio de Janeiro no dia 10 de maio de 1855. Em Petrópolis alugaram uma residência denominada GERNHEIM, que significa Lar muito amado. Naquele local, domingo 19 de agosto de 1855, Sarah ministrou a primeira aula bíblica a cinco crianças, contando a história do profeta Jonas.
Nos domingos seguintes já funcionava, também, a classe de adultos dirigida pelo Dr. Kalley. Foi a primeira Escola Dominical no Brasil cujo funcionamento não foi interrompido. Aquela data é considerada a do início do trabalho evangélico no solo brasileiro e em língua portuguesa de caráter permanente.
Sarah foi companheira fiel em tempo de sossego ou de perseguições, que foram muitas, no Rio, Petrópolis, Niterói e em Pernambuco. Os opositores do casal Kalley insultaram-nos na Igreja, na rua e mesmo em casa. Tudo sofreram por amor à Causa que abraçaram, por conta própria, sem nenhum vínculo com alguma entidade missionária.
Além da sua atuação na esfera doméstica, Sarah recebia, com regularidade, relatórios dos colportores; anotava nomes de famílias que achava útil visitar; dirigia classes de música e de instrução geral; preparava sinopses sobre assuntos que pudessem facilitar a composição dos sermões de seu esposo quando este se encontrava enfermo. Desse modo também auxiliava os presbíteros quando eram escalados para pregar, na ausência do Dr. Kalley. Traduzia do inglês, livretos e folhetos próprios para atrair a atenção do povo, abordando assuntos da vida diária, porém relacionados com a vida eterna. Preocupava-se em cultivar a amizade de parentes e pessoas de suas relações, através de cartas, passeios, encontros em sua residência e palestras, aproveitando bem as oportunidades que se lhe ofereciam.
Em 1867, Sarah fundou uma Classe Especial na Igreja Evangélica Fluminense para jovens de ambos os sexos; estudavam biografias de vultos bíblicos, cantavam hinos e oravam.
Sarah desejava organizar uma Sociedade de Senhoras, o que não era aceitável na época, porque não ficava bem que as mulheres saíssem sozinhas às ruas. Como da Igreja faziam parte três senhoras alemães casadas, que não se conformavam com essa restrição, Sarah pôde programar a fundação da Sociedade, e, para sua alegria, na primeira reunião, dia 11 de julho de 1871, estavam presentes onze senhoras que apoiavam a ideia. Nesse dia o estudo bíblico versou sobre: O caráter de Eva, Mãe da Raça Humana. Foi sua presidente até voltar para a Escócia. Era o início das atuais Uniões Auxiliadoras Femininas das Igrejas Evangélicas Congregacionais.
Sarah participou da organização de Salmos e Hinos, o primeiro hinário evangélico brasileiro, usado pela primeira vez em 17/11/1861, na Igreja Evangélica Fluminense. Muitos dos hinos ali contidos foram produzidos em colaboração com o seu esposo, ou são de sua exclusiva autoria, totalizando cerca de 200.
Da sua produção literária, também mencionamos ALEGRIA DA CASA, considerado guia completo para as donas de casa. Foi ele mais tarde, em 1880, escolhido pelo Conselho de Instrução Pública para ser usado nas escolas.
Em Petrópolis, como hábil pintora, preparou várias paisagens do GERNHEIM, o lar muito amado.
O casal Kalley, não tendo filhos, adotaram um casal de crianças brasileiras: João Gomes da Rocha e Silvana Azara, mais conhecida como Sia, sendo esta adotada quando o casal Kalley já estava na Escócia.
Em 1876, a 1 de julho, o casal Kalley deixou definitivamente o Brasil, fixando residência em Edimburgo, onde construíram uma casa, a qual recebeu o nome de Campo Verde, em homenagem ao Brasil.
Posteriormente à morte do seu esposo, ocorrida em 17 de janeiro de 1888, Sarah fundou, em 1892, a missão conhecida como Help for Brazil (Auxilio para o Brasil), com o objetivo de cooperar com as igrejas originadas do trabalho de seu esposo através do envio de obreiros.
Sarah Poulton Kalley faleceu em 08 de agosto de 1907 na sua residência e foi sepultada em 12/08/1907 no Dean Cemitery, junto a seu marido, Dr. Robert Reid Kalley, do qual foi a fiel colaboradora, dando-lhe mão forte no trabalho.
Fonte: "Sarah Kalley - Missionária Pioneira na Evangelização do Brasil", Douglas Nassif Cardoso
JEREMIAH BURROUGH
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Jeremiah Burrough nasceu 1599, e foi educado
Em 1631 se tornou reitor da Titshall no condado de Norfolk, mas após a publicação dos artigos de Visitação do bispo Wren, em 1633, ele foi suspenso e privado de sua vida. Burroughs se abrigou por algum tempo da opressão eclesiástica da época sob o teto hospitaleiro do conde de Warwick, mas o nobre conde foi incapaz de dar-lhe mais proteção, e ele logo percebeu que era necessário refugiar-se da perseguição que se alastrou na Inglaterra contra os puritanos indo para a Holanda.
Após sua chegada na Holanda, ele se estabeleceu em Roterdã onde se tornou professor da Igreja Congregacional, da qual o Sr. William Bridge foi o pastor.
Burroughs foi cordialmente recebido pela igreja, onde continuou um trabalhador zeloso e fiel por vários anos, e ganhou uma reputação muito elevada entre as pessoas.
Após o início da guerra civil, quando o poder dos bispos já não era perigoso, ele retornou à Inglaterra, não para pregar sedição, mas a paz pela qual ele orou fervorosamente e sustentou. Foi muito honrado e estimado, e tornou-se uma figura muito popular e admirado pregador. Foi escolhido pelas congregações de Stepney e Cripplegate, em Londres que na época representavam duas das maiores congregações na Inglaterra. Burroughs pregava em Stepney, às sete horas da manhã, e o Sr. William Greenhill, às três da tarde. Estes dois homens foram denominados, por Hugh Peters de as estrelas de Stepney.
Ele foi escolhido para participar da Assembléia de Westiminster, sendo um dos irmãos dissidentes ali e se conduzindo com grande sabedoria e moderação. Se uniu com o Sr. Thomas Goodwin, Philip Nye, e Sympson Sydrach, também congregacionais, na publicação da Narração Apologética em defesa de seus próprios sentimentos peculiares. Os autores deste trabalho afirmavam que toda a congregação tem poder em si suficiente para regular e governar todas as preocupações religiosas, e não está sujeita a nenhuma autoridade espiritual externa, seja qual for. Os princípios sobre os quais fundaram o seu sistema de governo da Igreja foi o de que este governo deveria se conformar com cada detalhe que as Escrituras prescrevem sem levar em conta as opiniões ou práticas dos homens, deixando-se, porém espaço para alterações ao receber mais luz da Palavra de Deus. Em conformidade com esses princípios, o Sr. Burroughs uniu-se com os seus irmãos para escrever e publicar as suas razões contra certas proposições relativas governo presbiteriano.
Após seu retorno do exílio, Burroughs nunca reuniu uma congregação separada, nem aceitou qualquer benefício paroquial, mas continuou a esgotar a sua força através da pregação constante, e outros serviços ministeriais para o benefício da igreja de Cristo.
Ele era de um espírito manso e amável, mas ele tinha alguns amargos inimigos, que para sua desgraça, derramaram sobre ele as mais amargas falsidades.
Seu trabalho incessante e as dores causadas pelas distrações dos tempos, muito contribuíram para acelerar o seu fim.
Ele morreu em 14 de novembro de 1646 com 47 anos de idade.
Fonte: https://historiacongregacional.blogspot.com.br
JOHN OWEN
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Dr. John Owen (1616-1683), nasceu em um piedoso lar puritano em Stadham, Oxfordshire, Inglaterra, em 1616.
Aos 12 anos foi admitido no Queen's College em Oxford, onde se graduou bacharel em 1632 alcançando o grau de mestre em 1635.
Em 1637 ele foi afastado de Oxford por sua recusa em aceitar as condições do novo estatuto de louvor.
Sua primeira publicação em 1642, “The Display of Arminianism”, dedicou ao comitê de religião o que lhe rendeu o benefício de viver em Fordham, Essex, de onde um “escandaloso ministro” tinha sido expulso. Aqui ele se casou e deste casamento teve onze filhos.
É, por consenso, o mais bem conceituado teólogo puritano, e muitos o classificariam, ao lado de João Calvino e de Jonathan Edwards, como um dos três maiores teólogos reformados de todos os tempos.
Depois de 1660, foi líder dos Independentes (mais tarde chamados de congregacionais).
Nos últimos anos antes de sua morte, Owen vinha sofrendo grandemente de asma e cálculo renal. Ele morreu silenciosamente, porém, depois de grande dor, em Ealing, a 24 de agosto de 1683 e foi sepultado em Bunhill Fields em 4 de setembro, após grande afluência de multidões de pessoas ao seu funeral, inclusive da classe nobre.
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