COMO TUDO COMEÇOU
As origens do Congregacionalismo estão no movimento puritano e nos separatistas ingleses.
As reformas introduzidas na Igreja Anglicana a partir do reinado de Henrique VIII eram consideradas por muitos como insuficientes e em certos setores havia um claro sentimento de insatisfação e inconformismo e um desejo que a Igreja experimentasse uma reforma mais profunda, se tornar-se mais pura em sua vida, doutrina, governo e liturgia. Foram nessas circunstâncias que surgiram os puritanos, que queriam reformar a Igreja da Inglaterra, tornando-a mais pura, sem contudo deixá-la. Diferentemente dos puritanos, alguns grupos chamados de separatistas começaram a formar comunidades separadas da Igreja da Inglaterra.
As primeiras manifestações históricas de comunidades organizadas sob o regime de governo congregacional surgem entre os separatistas. Em 1561 apareceu uma confissão de fé com uma Exortação à Reforma da Igreja, defendendo que no governo que Jesus Cristo estabeleceu, com pastores, superintendes e diáconos, todos os verdadeiros pastores têm igual poder e autoridade, e por isso nenhuma igreja deve exercer qualquer autoridade ou governo sobre outras, e ninguém deveria exercer autoridade na Igreja se isso não lhe fosse conferido por meio de eleição. Richard Fytz é considerado o primeiro pastor de uma igreja desse tipo, entre os anos de 1567 e 1568, na cidade de Londres. Por volta de 1570 ele publicou um manifesto intitulado "As Verdadeiras Marcas da Igreja de Cristo".
Em 1580 Robert Browne, um clérigo anglicano que tornou-se separatista, junto com o leigo Robert Harrison organizaram em Norwich uma congregação cujo sistema era congregacionalista. Browne é tido como o primeiro teórico do Congregacionalismo.
Alguns separatistas que se destacam no período foram Henry Barrowe, John Greenwood e John Penry. Um marco importante no período foi a formação de uma congregação em Scrooby, um povoado próximo à Londres. A congregação se reunia na casa de William Brewster. Devido à perseguição religiosa, mudaram-se, assim como muitos outros puritanos e separatistas, para os Países Baixos, e estabeleceram-se na cidade de Leyden, onde escolheram John Robinson como seu pastor. Foi dessa congregação que partiram os Pais Peregrinos, que iniciaram a colonização da Nova Inglaterra.
Dentro do movimento puritano, os que defendiam o princípio da autonomia e independência das igrejas locais eram chamados de independentes. Henry Jacob é um dos primeiros independentes de que se há notícia. No ano de 1616, após retornar dos Países Baixos fundou uma congregação em Southwark.
No ano de 1658, os independentes ingleses, inspirados na Confissão de Fé de Westminster, produziram a Declaração de Savoy sobre Fé e Ordem. Declaração afirmava os princípios congregacionais de autonomia da Igreja local bem como a necessidade de relações fraternas entre essas igrejas locais. Vemos isso em trechos como os abaixo:
"O Senhor Jesus chama do mundo para a comunhão consigo, aqueles que lhe são dados por seu Pai… Aos assim chamados… Ele manda que andem juntos em sociedades ou igrejas locais… A cada uma dessas igrejas assim reunidas… Ele deu todo aquele poder e autoridade, que são de qualquer maneira necessários para levar adiante a ordem no culto e na disciplina, que instituiu… Além dessas igrejas locais, não foi instituída por Cristo nenhuma igreja mais extensa… dotada de poder para… a execução de qualquer autoridade em Seu nome… Está de acordo com a mente de Cristo, que muitas igrejas que mantém comunhão entre si, encontrem-se, mediante seus representantes, em sínodos ou concílios, para considerarem e aconselharem-se… Contudo, esses sínodos assim reunidos não são dotados de nenhum poder eclesiástico, propriamente dito, ou com qualquer jurisdição sobre as igrejas como tais, para exercer quaisquer censuras".
Após o Ato de Uniformidade de 1662, que obrigava o uso de Livro de Oração Comum e exigia a ordenação episcopal dos clérigos, cerca de 2.000 ministros puritanos se viram forçados a deixar a Igreja da Inglaterra. A partir de então os puritanos independentes formaram várias Igrejas Congregacionais.
OS CONGREGACIONAIS NO BRASIL
O Congregacionalismo brasileiro não tem suas origens históricas no Congregacionalismo Britânico ou norte-americano, mas sim no trabalho missionário indenominacional realizado pelo médico-missionário escocês de origem presbiteriana Robert Reid Kalley e sua esposa Sarah Poulton Kalley, que chegaram ao Brasil em 1855. Eles começaram um trabalho de evangelização e mais tarde fundaram, no Rio de Janeiro, a Igreja Evangélica Fluminense. No Recife foi fundada a Igreja Evangélica Pernambucana, a também foi estabelecida uma congregação em Niterói (1863, atual 1ª Igreja Evangélica e Congregacional de Niterói). Todas essas igrejas eram apenas igrejas evangélicas brasileiras, sem nenhum vínculo denominacional com igrejas no exterior.
Apesar de ter sido batizado na Igreja da Escócia (presbiteriana), Kalley não possuía vínculos com nenhuma denominação. Em certa ocasião Kalley escreveu: "eu não sou presbiteriano e nem estou em contato com qualquer tipo de igreja - sou irmão de qualquer cristão independente de sua denominação". Kalley divergia do Presbiterianismo quanto a “estreitos denominacionalistas” e a fórmulas rígidas de credo.
Ao estabelecer igrejas no Brasil, Kalley continuou se afastando de uma tradição presbiteriana rígida em matéria de organização eclesiástica, e introduziu, quanto à forma de governo, uma estrutura não-conformista, "evangélica", onde os laços entre as congregações são firmados por submissão voluntária e o conselho de oficiais locais é o órgão de maior poder; algo semelhante às Igrejas Reformadas Continentais ou a organizações presbiterianas mais leves.
Além disso, as igrejas fundadas por Kalley deixaram também a prática do batismo infantil, que é realizado tanto por presbiterianos quanto por congregacionais. A maioria de seus membros entendeu que não se deveriam batizar infantes, mas somente pessoas capazes de exercerem fé. Acerca do batismo infantil, Kalley escreveu: As condições essenciais para o batismo eram duas: a) entender claramente a mensagem; b) de coração aberto, aceitá-la. Fé em exercício e alegria inteligente eram os pré-requisitos deste rito cristão - totalmente nulos nos recém-nascidos". Essa rejeição ao batismo infantil distanciava as igrejas que Kalley fundara de serem classificadas tanto de presbiterianas como de congregacionais. Por isso, algumas pessoas identificaram tais igrejas como batistas. Quando o missionário William Bowers foi enviado ao Recife para pastorear a Igreja Evangélica Pernambucana, por um equívoco foi divulgado que ele estava sendo ordenado para o pastorado de uma igreja batista. Acerca disso Kalley se pronunciou e escreveu enfaticamente demonstrando sua desaprovação:
"Desde o início o nome da igreja tem sido, 'Igreja Evangélica', e ela é filha da Igreja Evangélica do Rio, e nenhuma das duas têm sido igrejas batistas… Eu não sou batista; não tenho nada a ver com diferenças denominacionais… Eu sabia que ele [Bowers] foi batizado como crente e que se opõe ao batismo de crianças. Eu sabia que ele não considera a imersão como essencial ao batismo cristão em água, e me dispus a conduzi-lo ao pastorado da igreja sem nenhuma inovação, e fiquei feliz por poder ajudá-lo a ir e trabalhar como ministro cristão (como eu sempre tenho sido), sem restrições denominacionais"
Era dessa forma que Kalley definia a si mesmo: um ministro cristão, sem restrições denominacionais. Ainda acerca da Igreja Evangélica Pernambucana, Kalley escreveu em outra ocasião:
"A Igreja Evangélica Pernambucana não pertence a nenhuma denominação estrangeira; não é presbiteriana porque esta considera válido o batismo romano e pratica o batismo de crianças; aproxima-se mais da denominação batista, mas prefere ter a liberdade de admitir à comunhão qualquer crente fiel e obediente ao Senhor… É, pois, uma igreja evangélica brasileira".
Em determinados pontos, o posicionamento de Kalley se aproximava dos Irmãos de Plymouth (Casa de Oração), movimento que surgira nos primeiros anos do século XIX e que se opunha ao denominacionalismo, rejeitava ministérios formais e defendia que os credos deveriam ser abolidos. Contudo, Kalley reprovava esse movimento principalmente quanto ao Dispensacionalismo, à rejeição dos ministérios formais e à recusa em divulgar uma declaração doutrinária. Em certa ocasião, Kalley escreveu:
"Graças a Deus, não pertenço a tais irmãos! Uma de suas práticas é recusarem-se a publicar uma declaração fiel das doutrinas que, conforme ensinam, estão estabelecidas na Palavra de Deus: uma tal recusa deixa a porta aberta para a disseminação de qualquer heresia! A Igreja Evangélica Fluminense tem uam exposição das Doutrinas Fundamentais, que ela aceita e subscreve... a Igreja não preende incluir todo o ensino das Escrituras nesses 28 artigos: eles tratam particularmente das doutrinas, em relação às quais há tendências errôneas, no presente século".
As igrejas fundadas por Kalley não tinham qualquer vínculo pelo qual pudesse se estabelecer uma continuidade histórica em relação a qualquer tradição denominacional até então existente. Eram igrejas com uma identidade própria, peculiar.
Kalley voltou para a Escócia em 10 de julho de 1876 e foi sucedido por João Manoel Gonçalves dos Santos no pastorado da Igreja Evangélica Fluminense.
Já há muito Kalley havia deixado o uso das Confissões Tradicionais, como a Confissão de Westminster, sem, entretanto opor-se a tais ou deixar de subscrevê-las como membro da Igreja da Escócia [16]. Contudo, antes de retornar à Europa, Kalley elaborou, juntamente com uma comissão da Igreja Evangélica Fluminense, uma súmula doutrinária composta por 28 artigos conhecida como "Breve Exposição das Doutrinas Fundamentais do Cristianismo", documento cujo propósito era o de ser exatamente o que seu próprio nome já expressa: breve e fundamental. O próprio Kalley afirmou: "A Breve Exposição não contém todo o ensino apostólico, mas somente as doutrinas fundamentais do Cristianismo, sobre as quais todos os crentes devem ter um conhecimento claro e inteligente, para, na frase do apóstolo S. Pedro (I Pe 3:15), estardes aparelhados para responder a todo o que vos pedir razão daquela esperança que há em vós".
Como salienta Joyce Every-Clayton, a "ênfase na importância das doutrinas essenciais do Cristianismo sempre foi típica de Kalley"' [18]. E o historiador presbiteriano Alderi Souza de Matos destaca: "A teologia de Kalley pode ser descrita como um tipo de evangelicalismo amplo". Quanto à Breve Exposição, o mesmo autor afirma: "a maior parte dos artigos poderiam ser aceitos por qualquer evangélico, reformado ou não. Os elementos específicos do calvinismo, tais como a soberania de Deus, a eleição divina e a perseverança dos santos, não são enfatizados".
A partir de então, a Breve Exposição estaria no centro da identidade das Igrejas Evangélicas Fluminense e Pernambucana, e mais tarde do próprio ente associativo que agruparia as igrejas kalleyanas. Em certa ocasião, Kalley escreveu: "A Igreja Evangélica Pernambucana considera-se filha da Igreja Evangélica Fluminense e convém conservar esse sentimento e estritar as relações entre as duas igrejas por meio de correspondência regular... e por quaisquer outros meios. Será conveniente formar uma associação das igrejas que aceitam os 28 artigos da Breve Exposição". Para James Fanstone, pastor da Igreja Pernambucana, a Breve Exposição era base para o trabalho dos pastores das igrejas kalleyanas: "Nossas igrejas e congregações precisam de pastores, e não somente de evangelistas - pastores que trabalharão tendo como base a Breve Exposição - homens que tentarão desenvolver o trabalho seguindo a mesma linha das igrejas kalleyanas no Rio e em Pernambuco".
Foi somente em 1913, que as Igrejas originadas do trabalho de Kalley se agruparam na União de Igrejas Evangélicas Indenominacionais do Brasil, que mais tarde, depois de várias mudanças de nome, seria chamada de União das Igrejas Evangélicas Congregacionais do Brasil (UIECB). O termo "Congregacional" foi adotado por essas igrejas (apesar da resistência inicial) para designar o regime de governo pelo qual são regidas, e não para indicar suas origens históricas, uma vez que essas igrejas são fruto de um trabalho indenominacional, sem nenhuma relação com as Igrejas Congregacionais Britânica ou Norte-Americana.
A resistência quanto à designação "Congregacional" se expressa nas sucessivas mudanças de nome da instituição entre 1913 até 1942, que em certos momentos buscava mostrar que se tratavam apenas de Igrejas Evangélicas (como em 1913, 1919 e 1941), ou até Congregacionais Independentes (1923), sem vínculos com o Congregacionalismo europeu ou norte-americano:
1913- União das Igrejas Evangélica Indenominacionais
1916- Aliança das Igrejas Evangélicas Congregacionais Brasileiras e Portuguesas
1919- União das Igrejas Evangélicas Que Aceitam os 28 Artigos da Breve Exposição das Doutrinas Fundamentais do Cristianismo
1921- União das Igrejas Evangélicas Congregacionais do Brasil e Portugal
1923- União das Igrejas Evangélicas Congregacionais Independentes
1924- União Evangélica Congregacional Brasileira
1934- Federação Evangélica Congregacional do Brasil e Portugal
1934- União Evangélica Congregacional do Brasil e Portugal
1941- União de Igrejas Evangélicas do Brasil
1942- União das Igrejas Evangélicas Congregacionais e Cristãs do Brasil
Sobre a obra Congregacional no Brasil, Erasmo Braga, estudioso do protestantismo brasileiro, escreveu em 1931: "Sua característica peculiar é o fato de que se trata de um movimento inteiramente nacional, que nunca esteve eclesiasticamente sujeito ou foi financeiramente dependente de qualquer sociedade estrangeira e representa na América Latina uma tendência muito significativa, a saber, uma resposta de mentes ibero-americanas ao Evangelho que não pode ser atribuída à atividade missionária estrangeira".
A UIECB junto com a AIECB (Aliança das Igrejas Evangélicas Congregacionais do Brasil), constituem as duas principais e maiores fraternidades do Congregacionalismo brasileiro, dentre outras.
As Igrejas originadas do trabalho de Kalley, subscrevem como declaração de fé a Breve Exposição das Doutrinas Fundamentais do Cristianismo. Em geral, elas batizam adultos por aspersão, não batizam crianças e em seu corpo eclesiástico possuem pastores, presbíteros e diáconos.
Os grupos congregacionalista brasileiros são:
Igreja Cristã Evangélica do Brasil, que por algum tempo esteve associada com a UIECB.
Igreja Evangélica Congregacional do Brasil, de origem alemã pietista, sem conexões com o Congregacionalismo orgiginado em Kalley. Sua presença está concentrada em sua maior parte na Região Sul do Brasil.
Associação das Igrejas Evangélicas Congregacionais Conservadoras do Brasil (AIECCB) - formada em 1998 em uma assembleia realizada na Igreja Congregacional da Avenida Canal em Campina Grande - PB.
Igreja Congregacional Kalleyana (ICK) formada em 2008, adota uma teologia estritamente calvinista.
Aliança das Igrejas Evangélicas Congregacionais Brasileiras.
Comunhão das Igrejas Bíblicas Congregacionais.
A UIECB é um dos membros fundadores da Fraternidade Mundial Evangélica Congregacional.
OS CONGREGACIONAIS NA PARAÍBA
O trabalho missionário congregacional no estado da Paraíba, teve seu início nos primeiros anos do século XX, não temos uma data precisa mais graças ao esforço e perseverança de homens como o Reverendo Hermenegildo Sena, Reverendo Harry G. Briault, Reverendo João Clímaco Ximenes, Rev. James Haldanes entre outros, que inspirados pelo Espírito Santos de Deus dedicaram suas vida a desbravar as terras paraibanas com o evangelho de Cristo, a obra logo prosperou, há registros de trabalhos no ano de 1912 em João Pessoa e em Campina Grande e 1928 na cidade de Patos, além de trabalhos em várias outras localidades como: Areia, Aroeiras, Brejo dos Santos, Catolé do Rocha, Esperança, Guarabira, Ingá, Lagoa Nova, Mamanguape e Umbuzeiro.
Com o crescimento logo vieram as perseguições. Por conta da influência e fervor da religião católica tradicional, muitas foram as dificuldades encontradas pelos grupos de evangelizadores denominado protestantes, em Patos alguns comerciantes se negarão, até mesmo, a vender leite para os irmãos locais. Depoimentos dão conta de que houve até tentativa de homicídio contra o Pastor Harry Briault. Tal fato teria sido causado pela revolta do Padre Jesuíta de Patos, após ter sido desafiado para um debate em praça pública, desistindo de última hora e passando a ser motivo de fofocas dando conta de sua derrota moral, o Padre organizou um grupo de centenas de homens e se dirigiu à casa do referido Pastor objetivando tirar-lhe a vida, no que só foi contido graças à intervenção do prefeito da época.
Em Campina Grande as perseguições, se deram durante as reuniões de algumas irmãos reuniões essa chamadas de culto, pessoas orientadas pelo vigário local jogavam pedras sobre o telhado e o povo zombava quando cantavam hinos. Era preciso colocar guardas na porta para evitar qualquer surpresa. Em Campina Grande temos informações que o Sr. Olinto que já freqüentava os culto dirigido pelo irmão Antonio Duarte de São José do Sabugi mais que ainda não era batizado, não podendo suportar mais tantas perseguições, procurou o delegado local, o tenente Paulo Afonso, e lhe disse: "Sigo o Evangelho e estão procurando me interromper".
O Sr. Afonso tomou as providências que o caso exigia e ameaçou por na cadeia os que procurassem interromper os cultos divinos da nova seita. As perseguições cessaram. A Escola Dominical começou a prosperar e logo depois apareceram os primeiros frutos deste trabalho. Rita Cordeiro, Veriana Cordeiro, Josefa Candeia, Vicente Catão, Duda Catão e sua esposa, Belarmina Catão, Maria Catão, Efigênia Catão, Hermenegildo Silva e outros foram batizados.
Em 1958, ouve novamente grandes dificuldades para a igreja, em virtude das perseguições da igreja católica, fato públicado nos jornais da época e promovidas pelo Padre Manoel Dutra, Frei Damião entre outros. os incidentes tiveram repercuções internacionais, acrescentamos que o terrorismo foi vencido e a verdade pode finalmente caminhar livremente para glória de Deus.No ano de 1967, uma onda de renovação espiritual se alastrou pelas igrejas evangélicas históricas do país. No mês de junho, na cidade de Patos/PB, aconteceram os congressos femininos e de mocidade congregacionais, estes eventos foram de muito impacto e tiveram muita repercussão. A liderança da denominação dos congregacionais no país (na época o órgão se chamava União das Igreja Evangélica Congregacional do Brasil), não concordando com os rumos que aquelas igrejas estavam tomando, e convocou um Concílio Geral Extraordinário para os dias 20 e 21 de julho, na Igreja Congregacional em Feira de Santana/BA. Nesse Concílio, participariam as igrejas congregacionais que não concordavam com a renovação, porém, outro foi realizado entre os dias 21 e 22 do mesmo mês, com a participação das igrejas ditas renovadas.
Aconteceu o referido concílio e a decisão final por não haver concordância foi a exclusão da denominação das igrejas de João Pessoa, as duas de Campina Grande, Patos, Natal, Totó, Pina, e também a exclusão dos pastores: Jônatas Catão, José Quaresma, Isaías Correia, Moisés Francisco, Raul de Souza, João Barbosa e Roberto Augusto, sendo negada qualquer palavra a eles nos trâmites da assembleia para sua defesa.
Em 2008 surgiu em Campina Grande a Igreja Congregacional Kalleyana (ICK), adotando uma teologia estritamente calvinista. E considerando-se um movimento de retorno ao pensamento Kalley, do qual a UIECB teria se afastado.
Em verdade, a ICK se distânciou da tradição das igreja fundadas por Robert Kalley seguindo uma direção mais primitiva e às convicções pessoais do próprio Reverendo, como na prática do pedobatismo, que as igrejas fundadas por Kalley rejeitavam, embora o mesmo não rejeitasse. Uma vez que partindo unicamente da Breve Exposição não se pode chegar a uma postura estritamente calvinista, a ICK adota também outros símbolos de fé, como a Declaração de Savoy e os Padrões de Westminster. Nisso também há outro afastamento em relação a tradição das igrejas fundadas por Robert Kalley (embora se aproxime do pensamento do Reverendo, que subscrevia plenamente os Padrões de Westminster), já que formaram uma associação de igrejas cuja base era a Breve Exposição.
Hoje, a Paraiíba conta com Igrejas Congregacionais pertencentes aos dois principais segmentos da Denominação, que seguem os princípios Kaleyanos, A União das Igrejas Evangélicas Congregacionais do Brasil e a Aliança das Igrejas Evangélicas Congregacionais do Brasil, que juntas promovem a grande comissão do Senhor Jesus: “Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura” (Mc. 16:15).
NOSSA HISTÓRIA NO CRISTO REDENTOR
A Igreja Evangélica Congregacional no Cristo Redentor, foi organizada no dia 08 de agosto de 2001, como núcleo da Igreja Evangélica Congregacional de Mangabeira, o seu 1º endereço foi na rua Marise de Miranda nº 770 no bairro do Cristo Redentor, a Sessão Solene foi presidida pelo Reverendo Daniel Limeira e Secretariada pela irmã Maria Hilma Costa tendo como orientador o Reverendo Pedro Inácio pastor da Igreja Congregacional de Mangabeira, a igreja mãe.
A nova Congregação contou com a presença de 36 membros, no qual através de votação aberta foi feito a primeira eleição da nova congregação elegendo assim o primeiro diácono o irmão Francisco Gilson da Silva, foi proposto também os nomes dos irmãos Olívio Campos e Francisco de Assis o que foram aceitos pelos membros da Congregação.
Os primeiros dias foram de grandes desafios já que estavam começando do zero, mais também foram de grandes benções pois o Senhor jamais abandonou seus servos, confirmando o que esta escrito: “Quando passares pelas águas, eu serei contigo; quando, pelos rios, eles não te submergirão; quando passares pelo fogo, não te queimarás, nem a chama arderá em ti” (Is.43:2). A cada dia o Senhor foi acrescentando mais membros para o seu rebanho e assim a Congregação foi crescendo.
Já em novo endereço mais na mesma rua, foi proposto a comprar de um terreno para a nova sede, os irmãos apesar da lutas permaneceram unidos nos momentos de dificuldades.
Em 2004 a congregação passou a denominar-se Igreja Evangélica Congregacional no Cristo Redentor, agora localizada na Rua Caetano de Figueiredo 801, e com as benções de Deus, a igreja continuou a crescer com a chegada de novos membros e congregados.

Pastor Daniel, Díacono Gilson, Presbitero Assis e Pastor Clenivaldo
Hoje, sob a liderança do Pastor Clenivaldo Jose da Silva, estamos organizado em vários departamentos sendo eles: departamento de jovens, senhoras, homens, adolescentes, crianças e missões, além de secretaria e tesouraria, tendo como dilema: ANUNCIAR JESUS COMO SENHOR.
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BRADESCO
Agência: 0435-9
C/P: 123.801-9
ATIVIDADES DA IGREJA
TERÇA FEIRA:
Reunião dos Departamentos às 19:30
QUARTA FEIRA:
Culto de Oração às 19:30
SEXTA FERIA:
Culto de Doutrina às 19:30
SÁBADO:
Círculo de oração às 14:30
: DOMINGO
Escola Dominical ás 09:30
Culto de Louvor e Adoração às 17:30
IECB